A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) declarou estar preparada para a ampliação do mercado livre de energia no Brasil. A entidade antecipou o processo, realizando investimentos para absorver o aumento de consumidores aptos a migrar para o ambiente de contratação, segundo a diretora de Operações de Mercado.
O mercado livre de energia permite que consumidores escolham fornecedores e negociem contratos de preço, prazo e fonte. Atualmente, ele representa cerca de 42% de toda a eletricidade consumida no país. A previsão do governo indica que a migração em massa pode ocorrer já em 2028. Para isso, os investimentos da CCEE focaram em três frentes: tecnologia, simplificação de processos e comunicação com os novos consumidores.
A executiva reconheceu que o crescimento do mercado traz desafios, citando a alteração na dinâmica operacional causada pela expansão de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. Ela afirmou que questões como volatilidade e inadimplência já fazem parte da agenda regulatória do setor há anos.
A CCEE disse que sua prioridade máxima é avançar nas regras de monitoramento prudencial definitivo e no regramento de sanções e penalidades. Especialistas apontam que regras permanentes de monitoramento e novas salvaguardas financeiras são cruciais para reduzir riscos sistêmicos no mercado.


