O agronegócio brasileiro deve colher benefícios com o cenário global, segundo o Mapa. A redução da produção de carne bovina nos Estados Unidos e o crescimento da classe média chinesa impulsionarão as exportações de proteína animal do país nos próximos anos.
Cleber Soares, secretário-executivo do Mapa, apresentou a avaliação durante o Outlook Forum do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), realizado em fevereiro deste ano. Soares afirmou que os próprios americanos reconhecem um declínio natural na produção de alimentos, com redução do rebanho e envelhecimento dos produtores rurais.
Essa mudança estrutural nos EUA deve aumentar a necessidade de importação de carne bovina, beneficiando exportadores como o Brasil. O setor exportador informou que, embora a previsão inicial de contratos para 2026 fosse de 280 mil toneladas, o volume já alcançou cerca de 320 mil toneladas no primeiro semestre.
Outro fator de expansão é a classe média chinesa. Soares explicou que a população de classe média do país, hoje estimada em 400 milhões, pode atingir 700 milhões até 2032. Ele declarou que o aumento da renda leva ao maior consumo de proteína animal, reforçando o potencial de demanda global.

