O presidente-executivo da LATAM Airlines, Roberto Alvo, afirmou que o setor aéreo pode reduzir sua capacidade se os preços elevados de combustíveis persistirem até 2027. Alvo alertou para a pressão crescente sobre as companhias, indicando que ajustes na capacidade são a única forma de equilibrar a equação do mercado.
Alvo disse que companhias aéreas com balanços patrimoniais sólidos e maior número de viajantes premium estão em melhor posição para absorver o impacto do combustível. Em contraste, transportadoras com finanças mais frágeis ou alta exposição a clientes sensíveis a preços, como as de custo ultrabaixo, enfrentarão maiores dificuldades.
Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATAC), o setor enfrenta custos crescentes e deve perder 50% da lucratividade no ano. A conta de combustível global deve aumentar US$ 100 bi neste ano, e o lucro líquido consolidado deve cair de US$ 45 bi para US$ 23 bi entre 2025 e 2026.
O executivo também comentou que os problemas na cadeia de suprimentos de aeronaves e motores devem perdurar por mais dois ou três anos. Ele explicou que os fabricantes não cumpriram compromissos, forçando as companhias a manter aviões mais antigos em serviço. Além disso, os hedges de combustível da LATAM não protegem totalmente a empresa, pois os preços atuais estão acima da faixa coberta pelos contratos.

