O presidente-executivo da Rosneft, Igor Sechin, afirmou neste sábado (6 de junho de 2026), em São Petersburgo, que as empresas de energia dos Estados Unidos foram as principais beneficiadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz. A passagem, que concentra cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, foi bloqueada pelo Irã em fevereiro de 2026.
Sechin declarou que a interrupção da rota marítima representou uma tentativa de remodelar o mercado global de energia em favor de interesses norte-americanos. Ele explicou que as medidas adotadas para bloquear o estreito, embora visem o Irã, afetaram o mundo inteiro, e que os riscos estratégicos foram subestimados.
Segundo o executivo, as companhias norte-americanas obtiveram vantagens competitivas ao ampliar a oferta de petróleo em um cenário de alta dos preços internacionais. O dirigente da Rosneft alertou que uma crise prolongada na região pode reduzir a demanda global por petróleo no longo prazo e acelerar investimentos em fontes alternativas de energia.
Em relação ao futuro do mercado, Sechin estimou que, se o estreito for reaberto nos próximos meses, o barril de petróleo encerrará 2026 entre US$ 95 e US$ 96. Ele também criticou a Opep+, afirmando que a produção conjunta dos integrantes caiu de 58 milhões para 37 milhões de barris por dia na última década.


