A empresa de software Teradata informou aos mais de cinco mil funcionários que não haverá reajuste salarial em 2026. A decisão, comunicada por meio de um memorando interno, ocorre porque o orçamento destinado aos aumentos salariais foi realocado para financiar investimentos em inteligência artificial.
O CEO da Teradata, Steve McMillan, declarou no documento que o investimento em IA seria custeado pela realocação do orçamento de ajustes salariais anuais de 2026. A medida gera questionamentos sobre a estratégia de priorizar a tecnologia em detrimento da retenção de pessoal.
Pesquisas indicam que o avanço da IA enfrenta desafios. Um relatório do MIT, citado, apontou que 95% dos programas piloto de IA em empresas falham, sem gerar impacto mensurável nos lucros. Além disso, os custos de substituição de funcionários por sistemas de IA estão elevando despesas corporativas.
Especialistas comentaram que a admissão da empresa marca uma mudança na comunicação dos líderes de tecnologia. O economista da Universidade de Oxford, Jan-Emmanuel De Neve, afirmou que, ao cortar a compensação humana para financiar a IA, as lideranças tentam projetar gestão moderna, mas transmitem aos colaboradores a sensação de insegurança no emprego.


