O entusiasmo em torno da Inteligência Artificial enfrenta um crescente ceticismo em 2026. Pesquisas mostram que apenas 10% dos americanos se sentem entusiasmados com o futuro da IA. Além disso, 80% dos trabalhadores de colarinho branco recusam-se a usar ferramentas de IA, mesmo quando obrigadas.
Apesar das projeções de líderes de tecnologia, como o CEO da DeepMind, que afirmou que a Inteligência Artificial Geral está próxima, o cenário fora de Silicon Valley apresenta sinais de descontentamento generalizado. Dados indicam que 80% dos trabalhadores de colarinho branco se recusam a utilizar IA, e 54% dos trabalhadores relataram contornar ferramentas corporativas de IA nos últimos 30 dias. Paralelamente, protestos contra data centers, alimentados pela oposição de 70% dos americanos, resultaram no bloqueio ou atraso de pelo menos 48 projetos em 2025.
O foco no uso intensivo de tokens, conhecido como “tokenmaxxing”, também gerou problemas financeiros em empresas como a Uber. O diretor de tecnologia da empresa relatou que o orçamento previsto para 2026 foi superado. Em resposta, grandes desenvolvedores de IA começaram a ajustar modelos de negócio. A Anthropic passou a cobrar por token, e a OpenAI avalia o fim de planos “ilimitados”, sinalizando uma mudança na métrica de consumo.
A pressão do mercado e da opinião pública levou políticos a propor ações regulatórias. Um senador apoiou a posse pública de 50% das empresas de IA, enquanto um governador de Nova York recebeu um pedido de moratória de um ano para data centers. Essa divergência entre o discurso otimista das empresas e a realidade do custo e da aceitação pública define o atual momento da tecnologia.


