O chefe de Gabinete da presidência da Argentina renunciou neste sábado, 27, após meses de investigação judicial sobre suposto enriquecimento ilícito. O ex-ministro afirmou em carta dirigida ao presidente Javier Milei que sofreu com ‘ataques midiáticos intermináveis’ e negou irregularidades.
A Justiça federal analisou movimentações financeiras do ex-ministro, incluindo viagens ao exterior, aquisições imobiliárias e reformas em propriedades, para verificar a compatibilidade com a renda declarada. O ministro ficou mais exposto ao admitir a omissão de cerca de US$ 500 mil em suas declarações juradas.
Segundo o ex-ministro, o valor omitido teve origem em investimentos em bitcoin. Ele declarou ter aplicado US$ 200 mil e obtido ganhos adicionais de US$ 300 mil no período entre 2014 e 2018.
O governo argentino ainda não divulgou o nome do substituto. Veículos de comunicação locais apontam o ministro do Interior, Diego Santilli, como um possível nome para assumir a pasta.

