Um investimento de US$ 1.000 na Chevron (CVX) alcançou US$ 2.834 em dez anos, um retorno total de 183,42% com reinvestimento de dividendos. O desempenho da empresa, que possui uma sequência de 39 anos de aumento de dividendos, superou o S&P 500 no mesmo período.
A trajetória da Chevron foi marcada por grandes oscilações do mercado de petróleo, desde o colapso entre 2014 e 2016 até o choque de 2022. Sob a gestão do CEO Mike Wirth, a companhia focou em escala, fechando a aquisição da Hess em julho de 2025 e vencendo arbitragem na Guiana. A produção mundial atingiu um recorde de 3.858 milhões de barris de óleo equivalente por dia no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 15% em relação ao ano anterior.
Em um período de um ano, o investimento em CVX valorizou para US$ 1.406, superando os US$ 1.234 do S&P 500. A empresa também diversificou operações, investindo em lítio no Smackover e diesel renovável em Geismar. A companhia declarou seu 39º aumento anual de dividendos, elevando o pagamento trimestral para US$ 1.78.
Analistas apontam que o caso otimista da Chevron se sustenta na sinergia da Hess e na escala da Permian. Contudo, o risco existe caso os preços do petróleo retornem a patamares mais baixos, conforme projeções de órgãos como o EIA.

