A China retomou a liderança no ranking mundial de supercomputadores com o LineShine, um sistema desenvolvido inteiramente com chips nacionais. O LineShine, instalado em Shenzhen, alcançou desempenho de 2,198 exaflops no teste Linpack, superando o El Capitan, dos Estados Unidos, na lista TOP500 divulgada na Alemanha.
O LineShine, localizado no Centro Nacional de Supercomputação de Shenzhen, demonstrou capacidade de processamento equivalente a mais de 2 quintilhões de cálculos por segundo. O sistema utiliza cerca de 14 milhões de núcleos de processamento baseados em arquitetura Arm e emprega apenas CPUs, sem recorrer a GPUs, o que o torna o primeiro supercomputador do ranking a ultrapassar 2 exaflops usando somente processadores centrais.
A façanha representa um avanço na estratégia chinesa de autossuficiência tecnológica, especialmente diante das restrições impostas pelos Estados Unidos à exportação de semicondutores avançados. O LineShine foi construído com processadores projetados na China, diferentemente dos chips americanos que alimentam a maioria dos sistemas mais potentes.
Apesar da liderança no TOP500, o desempenho do LineShine em tarefas de inteligência artificial é mais modesto, ficando apenas na quarta posição em um benchmark específico, devido à ausência de GPUs especializadas. A liderança chinesa marca o retorno ao topo da classificação pela primeira vez desde 2017.

