A China estabeleceu uma meta de colocar mais de 10 mil robôs humanoides em uso comercial até o final de 2026. A diretiva, emitida pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e pela Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais, obriga governos locais e empresas estatais a integrar inteligência artificial nos setores de manufatura, logística, varejo e saúde.
O plano nacional visa consolidar a liderança chinesa no setor global de robótica, acelerando a transição da pesquisa para a adoção em massa com apoio de capital de risco estatal. Para facilitar a implementação, os órgãos reguladores incentivam o modelo de “Robô Humanoide como Serviço”, permitindo que empresas paguem pelo desempenho do robô ou por meio de leasing operacional. O plano prevê a criação de mais de 100 cenários de aplicação de alto valor agregado.
O avanço operacional é acompanhado por um grande volume de investimentos. No primeiro trimestre de 2026, empresas de IA incorporada na China captaram US$ 2,9 bilhões em 16 grandes negócios de private equity. Além disso, a Unitree Technology obteve aprovação regulatória em 1º de junho para uma oferta pública inicial que busca arrecadar 4,2 bilhões de yuans (US$ 620 milhões).
Para sustentar os sistemas de IA, o governo incentiva a criação de conjuntos de dados abertos. Instalações de coleta de dados foram inauguradas em Xangai, Tianjin e na província de Fujian. A diretiva também exige um sistema de identificação unificado para gerenciar o ciclo de vida do hardware e garantir a colaboração segura entre humanos e máquinas.


