A inflação nos Estados Unidos, que atingiu 4,2% em maio, gera preocupação entre economistas e deve impactar diretamente o Brasil. Marcello Estevão, economista do IIF, alertou que o choque inflacionário americano, impulsionado por preços de energia, pode pressionar a economia nacional.
Estevão explicou que o maior impulso inflacionário nos EUA provém dos preços de energia. Ao analisar o núcleo inflacionário, índice que exclui energia e alimentos, o economista observou que o resultado do mês surpreendeu positivamente, pois o efeito das tarifas está diminuindo, afirmou.
Contudo, enquanto o efeito das tarifas se dissipa, surge um novo choque inflacionário ligado aos preços do petróleo. Segundo o especialista, a questão central é determinar o quanto esse choque alimentará aumentos futuros de preços. O Federal Reserve (Fed) monitora de perto o núcleo inflacionário por ser um bom preditor de inflação futura.
O economista declarou que a posição do IIF é de que o cenário afetará a inflação futura e causará pressão para o Fed aumentar a taxa de juros. A expectativa é que o Fed eleve os juros no final do ano, possivelmente em outubro. Esse movimento terá impacto direto no Brasil, chegando pelo câmbio e pelos juros domésticos.


