O uso de chuteiras cor-de-rosa em jogos da Copa do Mundo 2026 ocorre por uma explicação física ligada ao contraste visual. A cor chama a atenção do torcedor, especialmente em transmissões televisivas, pois estimula os receptores visuais de forma específica.
A escolha do rosa-choque se baseia na forma como o sistema visual humano processa a luz. Os olhos captam principalmente três faixas do espectro: vermelho, verde e azul. Segundo o professor Acauan Figueiredo, essas cores primárias são usadas pelo cérebro para construir qualquer outra cor vista. O rosa, por exemplo, não existe puramente no espectro visível.
Quando o calçado rosa reflete luz vermelha (onda longa) e luz violeta (onda curta), o verde, que está no centro, é absorvido. Felipe Ribeiro, professor de física, explica que o cérebro constrói o rosa ao receber simultaneamente essas duas luzes opostas. Esse fenômeno é potencializado pelo contraste simultâneo com o verde do gramado.
A intensidade do efeito é amplificada pela tecnologia. As chuteiras atuais utilizam pigmentos fluorescentes que captam luz ultravioleta e a devolvem como luz rosa visível. Além disso, telas modernas como OLED e transmissões em HDR processam essas cores saturadas de forma mais fiel do que os televisores de tubo antigos.

