As cidades sedes nos Estados Unidos podem enfrentar prejuízo financeiro ao sediar a Copa do Mundo de 2026 devido ao modelo de negócios imposto pela Fifa. A entidade captura receitas globais, enquanto os municípios absorvem custos operacionais massivos, como segurança e infraestrutura, gerando um rombo coletivo superior a US$ 250 milhões.
O torneio adota um modelo de contratos descentralizados, diferente de edições anteriores. Cada cidade precisou assinar acordos individuais com a Fifa, assumindo total responsabilidade legal e financeira. Essa estrutura isenta a entidade máxima do futebol de qualquer prejuízo local. Além disso, a Fifa implementou um programa de apoiadores que limita a arrecadação municipal, proibindo a venda de assentos premium ou parcerias que conflitem com patrocinadores globais.
Os principais fatores de custo pressionam as contas públicas. O custo de segurança é o maior desafio, pois o repasse federal de US$ 625 milhões foi atrasado por disputas políticas no Congresso americano. Outro ponto é a exclusividade comercial; em Filadélfia, um acordo local foi bloqueado por ser concorrente do McDonald’s, patrocinador oficial.
As exigências contratuais também impõem altos custos de manutenção das Fan Fests, que são financiadas pelos municípios. Anos antes, cidades como Chicago e Minneapolis recusaram candidaturas, alegando que as cláusulas representavam risco inaceitável para os contribuintes. A postura defensiva dessas metrópoles se mostrou uma escolha financeira acertada diante do aumento dos custos operacionais.

