O aumento das populações de carrapatos na América do Norte preocupa cientistas. Os animais domésticos, como cães, são hospedeiros ideais para os parasitas, que podem ser levados para dentro de residências, representando risco de doenças para humanos e pets.
Pesquisadores de universidades americanas e canadenses observam a tendência de crescimento dos carrapatos. Segundo a bióloga Laura Ferguson, os cães possuem características que atraem certas espécies de carrapatos, como dióxido de carbono, pelos, calor e odores. Além disso, o comportamento dos animais, que buscam áreas arbustivas, os coloca em contato direto com os parasitas.
O aquecimento climático é citado como fator que intensifica o problema, pois a diminuição da severidade do inverno prolonga a temporada ativa dos carrapatos. As espécies de carrapatos variam por região, e cada uma transmite riscos como a doença de Lyme, ehrlichiosis e febre de montanha Rochosa.
Os carrapatos não voam; eles esperam em uma postura chamada ‘questing’ em vegetação alta. Uma vez no animal, o parasita pode levar horas para se fixar. Para prevenir, especialistas afirmam que não há uma única estratégia eficaz. É necessário combinar preventivos veterinários com inspeções rigorosas e controle ambiental.
Medidas de controle incluem manter o cão longe de áreas densas durante a temporada de pico, realizar checagens detalhadas em locais quentes e escondidos, e aspirar frequentemente perto de entradas e áreas de descanso dos animais.

