Três irmãs brasileiras, reconhecidas como o trio de irmãos mais velhos do mundo vivos, são objeto de estudo científico no Rio de Janeiro. O Projeto DNA Longevo, da Universidade de São Paulo, busca identificar os fatores biológicos que permitem a resistência física e cognitiva em idades avançadas.
O estudo, coordenado pela cientista Mayana Zatz, visa comparar centenários com indivíduos que apresentam fragilidade ou declínio cognitivo. Os pesquisadores buscam, por meio de testes de DNA, genes protetores que possam explicar a longevidade das irmãs, cujas idades somam 316 anos.
Ben Meyers, presidente-executivo da LongeviQuest, organização parceira do Guinness World Records, afirmou que há um forte componente genético no caso das irmãs. Contudo, ele também mencionou a importância de uma rede de apoio comunitário, visto que elas moram próximas.
As irmãs atribuem sua longa vida a uma alimentação saudável e a um estilo de vida ativo. O pesquisador João Paulo Guilherme, que trabalha com Zatz, explicou que o objetivo do estudo é alcançar 500 centenários para obter conclusões mais definitivas sobre o tema.


