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Cientistas investigam proteção cerebral de Ozempic e Mounjaro

Carla Fernandes
Última atualização: 20 de junho de 2026 08:00
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Cientistas investigam se medicamentos como Ozempic e Mounjaro, usados para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, podem proteger o cérebro. Um estudo recente comparou os dois fármacos e observou que pacientes que iniciaram o tratamento com tirzepatida apresentaram menor incidência de comprometimento cognitivo leve.

Os fármacos, que melhoram o controle glicêmico e promovem perda de peso, levantam a questão sobre seu impacto na saúde neurológica. Embora o diabetes tipo 2 esteja ligado a maior risco de declínio cognitivo e demência, as evidências diretas ainda são limitadas. Ensaios clínicos anteriores com semaglutida em pacientes com doença de Alzheimer inicial não demonstraram benefícios cognitivos significativos.

A pesquisa recente, publicada no Journal of Diabetes and Its Complications, utilizou registros de saúde de mais de 44 mil pacientes. O estudo comparou adultos com diabetes tipo 2 que receberam semaglutida ou tirzepatida. Os achados mais fortes apontaram para o comprometimento cognitivo leve, estágio intermediário entre envelhecimento normal e demência.

Os pesquisadores afirmam que o estudo identifica associações, mas não estabelece causa e efeito. Eles sugerem que o comprometimento cognitivo leve pode representar uma janela de oportunidade, pois em estágios iniciais, a saúde vascular e a disfunção metabólica exercem maior influência sobre as trajetórias cognitivas.

TAGGED:cogniçãodiabetes-tipo-2MounjaroneurodegeneracaoOzempicsaude-cerebral
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