As cinco Copas do Mundo conquistadas pelo Brasil possuem trajetórias distintas, embora todas terminem com a imagem do capitão erguendo a taça. Cada título foi marcado por um contexto único, seja por elencos jovens, estilos de jogo polêmicos ou a redenção de ídolos.
A campanha de 1958, celebrada como um grande encontro de talentos, teve um início difícil. A escalação inicial não incluiu Pelé e Garrincha, e o centroavante Vavá não atuou na estreia. Após um empate sem gols contra os ingleses na segunda rodada, a equipe passou quatro dias acompanhando debates sobre mudanças, mas Pelé e Vavá marcaram 11 dos 13 gols do time.
Em 1970, o desafio foi montar um time com cinco craques excepcionais que ocupavam posições similares, como Pelé, Tostão, Jairzinho, Rivelino e Gérson. Apesar das dúvidas pré-torneio, o Brasil venceu todas as partidas, incluindo um passeio de 4 a 1 contra a Itália na final.
O título de 1994 gerou críticas por adotar um futebol considerado “feio”, com forte vocação defensiva, segundo o treinador Carlos Alberto Parreira. A final contra a Itália terminou sem gols, sendo decidido nos pênaltis, após a troca de Raí por Mazinho no meio-campo.
Em 2002, Luiz Felipe Scolari apostou em Ronaldo Nazário, que foi o artilheiro da Copa com oito gols. O time, com Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, foi aclamado por restaurar um futebol ofensivo e bonito. As circunstâncias atuais permitem comparar essas visões, questionando se Vini Jr. ou Neymar repetirão trajetórias de ídolos passados.

