O cineasta, escritor e gestor cultural baiano Orlando Senna faleceu na tarde desta terça-feira (9), aos 86 anos. Senna foi um nome importante do cinema brasileiro, reconhecido por sua ligação com o movimento Cinema Novo e por obras como “Iracema – Uma Transa Amazônica” (1975).
Nascido em 1940, na Chapada Diamantina, Senna construiu uma trajetória marcada pela produção artística e pela atuação na gestão pública. Ele conviveu com nomes como Jorge Amado e Glauber Rocha. Sua carreira incluiu a direção de curtas e longas-metragens, como “A Construção da Morte” (1969).
Senna também teve atuação internacional, passando anos em Cuba, onde lecionou e dirigiu na Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de los Baños. Na esfera pública, ocupou cargos importantes, como subsecretário do Audiovisual do Rio de Janeiro e, em 2003, Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura.
A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) lamentou a morte do cineasta, afirmando que sua atuação foi marcada pelo compromisso com a democratização da cultura e pela defesa das narrativas brasileiras. Senna participou de mais de 30 produções ao longo de sua vida.

