O Citigroup lançou um novo serviço que permite a negociação de ações de empresas privadas por meio de blockchain. A iniciativa visa resolver a complexidade e a falta de clareza sobre a propriedade em estruturas de veículos de propósito especial (SPVs). Inicialmente, o serviço é destinado a investidores estrangeiros e depende da concordância das empresas.
O banco irá emitir recibos de depósito para as empresas privadas, um instrumento usado para que elas acessem investidores internacionais. Cada recibo receberá um número de série, permitindo que a propriedade seja rastreada e transferida tanto na blockchain quanto nas infraestruturas de mercado existentes. Segundo Artem Korenyuk, líder global do banco em ativos digitais, os investidores terão “certeza legal e verificável” de que o ativo subjacente são as ações reais da companhia, com o consentimento da empresa.
A proposta surge em um momento em que a venda de participações em empresas privadas, muitas vezes através de camadas de SPVs, gerou opções complexas. Muitas dessas estruturas tornaram incerto o que os investidores realmente possuem. O Citigroup afirmou que obterá permissão explícita de cada empresa antes de oferecer suas ações na blockchain, pois “não queremos ir contra os desejos ou a intenção da empresa”.
Embora algumas empresas públicas já tenham tokenizado ações, como Galaxy Digital e Figure Technology, o banco acredita que grandes empresas privadas terão incentivos para aderir. Ao atuar como agente e custodiante, o Citigroup aparecerá como um item na estrutura de capital da empresa, ajudando a limpar o quadro de acionistas sem comprometer o controle ou a visibilidade da propriedade.

