Contratos futuros de açúcar e cacau subiram nesta sexta-feira, impulsionados pela onda de calor recorde na Europa e pelos temores de que o fenômeno El Niño prejudique a produção global. O açúcar bruto fechou em alta de 3,2% na semana, enquanto o cacau registrou ganhos de 20% nos futuros de Nova York.
O mercado de açúcar encontrou suporte devido à situação climática em diversas regiões, como Índia, Europa e Tailândia, segundo o analista Michael McDougall. Ele observou que a onda de calor na Europa foi classificada como a pior já registrada. Apesar disso, preços baixos de energia limitam perdas, pois aumentam a perspectiva de uso de cana para açúcar em vez de etanol.
No setor de cacau, os futuros de Nova York subiram 2,9% na sessão, totalizando alta de 20% na semana. O Rabobank atribuiu o aumento à transição para um evento ativo do El Niño e ao início lento da safra principal de 2026/27 na África Ocidental. O banco, contudo, prevê excedente na safra de 2026/27.
O café robusta, por sua vez, fechou em queda de 1% para US$ 3.627 por tonelada. O Rabobank alertou que o El Niño representa risco de alta para o robusta, devido ao potencial de trazer condições mais quentes e secas para o Sudeste Asiático e a Índia. Uma analista de commodities agrícolas afirmou que o tempo no cinturão cafeeiro brasileiro deve melhorar nos próximos dez dias.

