A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apoia a proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN) que flexibiliza a jornada de trabalho, apresentando-a como alternativa ao fim da escala 6×1. O texto, em análise no Senado, visa modernizar as relações laborais sem retirar direitos previstos na CLT.
Marcelo Bertoni, vice-presidente da CNA, declarou que a proposta permite adaptar as relações de trabalho à realidade contemporânea, que é diversa e dinâmica. Segundo a entidade, a flexibilização respeita as particularidades de cada atividade econômica e preserva direitos como férias, 13º salário e FGTS.
Bertoni comentou que regras de trabalho mais rígidas geram efeitos econômicos negativos. Ele afirmou que o aumento de custos para produtores e prestadores de serviço tende a ser repassado à sociedade, refletindo no aumento de preços no cotidiano das famílias.
Para a CNA, a modernização é necessária para fortalecer a competitividade e a segurança jurídica. A entidade disse que continuará contribuindo tecnicamente no debate para construir um ambiente de trabalho mais equilibrado e alinhado ao Brasil.

