A Confederação Nacional da Indústria (CNI) propõe que o governo reajuste aposentadorias apenas pela inflação ou altere a regra de ganho real do salário mínimo. A proposta, que será entregue a pré-candidatos à Presidência, sugere também a desvinculação dos pisos constitucionais de saúde e educação.
A entidade defende que a correção do salário mínimo, que considera inflação e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), gera ganho real que pressiona as contas públicas quando benefícios do INSS equivalentes ao piso são corrigidos. A CNI argumenta que o envelhecimento da população exige uma mudança nesse modelo de gastos.
O documento, que será apresentado em 22 de junho, aponta que a dívida pública do Brasil fechou 2025 em 78,7% do PIB, um aumento de 2,4 pontos percentuais no ano, totalizando R$ 10 trilhões, segundo dados do Banco Central. A CNI sugere, ainda, a redução do valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a revisão ou extinção do abono salarial.
Sobre saúde e educação, a CNI afirma que a obrigatoriedade dos pisos constitucionais impede o orçamento de acompanhar a recomposição de gastos devido ao envelhecimento. A indústria propõe a unificação desses pisos em um só, denominado piso social.

