A Coca-Cola (KO) mantém um streak de aumento de dividendos por 64 anos, oferecendo rendimento de 2,51%. A companhia possui US$ 10,6 bilhões em caixa e projeta US$ 12,2 bilhões em fluxo de caixa livre para 2026, o que sustenta a segurança do pagamento.
A empresa vende produtos resistentes a recessões em quase todos os países. Com a inflação ao consumidor (PCE) em 3,77% e inflação de serviços em 3,49%, a análise foca na segurança do dividendo. O pagamento de dividendos em 2025 foi de US$ 8,8 bilhões, contra um FCF de US$ 5,296 bilhões. Contudo, a gestão projetou o FCF de 2026 em cerca de US$ 12,2 bilhões, o que coloca o índice de pagamento de FCF próximo a 72%, considerado saudável.
O balanço da Coca-Cola demonstra solidez: o caixa está em US$ 10,574 bilhões, e o patrimônio líquido cresceu 28,36% para US$ 33,633 bilhões. O CEO Henrique Braun comunicou aos investidores, em chamada do primeiro trimestre de 2026, que a empresa elevou a projeção de crescimento do lucro por ação comparável para 8% a 9%.
O crescimento anual do dividendo nos últimos cinco anos foi de cerca de 4,8%, acompanhando a inflação geral. A avaliação classifica o dividendo como ‘Muito Seguro’, posicionando a Coca-Cola como uma proteção de baixa beta contra inflação para portfólios focados em renda.

