A Coinbase busca ampliar o acesso global a ações americanas por meio de papéis tokenizados com lastro real, afirmou Brian Armstrong, cofundador e CEO da companhia, em entrevista exclusiva a veículos de comunicação. O objetivo é permitir que quatro bilhões de pessoas no mundo acessem investimentos dos Estados Unidos sem depender de corretoras tradicionais.
Segundo Armstrong, a empresa anunciou ações tokenizadas com lastro de um para um. Ele explicou que o produto confere participação real na companhia, possibilitando o recebimento de dividendos e o exercício de direitos de acionista, além de benefícios da blockchain. “Existe uma participação real na empresa por trás disso. Você pode se beneficiar dos dividendos, pode exercer seus direitos como acionista, mas também pode aproveitar os benefícios de estar na blockchain”, declarou.
A tese principal do produto é facilitar o acesso de investidores internacionais a empresas americanas. Armstrong disse que a tokenização permitiria negociação 24 horas por dia, sete dias por semana, e ofereceria maior abertura a investidores de diferentes países. A Coinbase também avança em produtos de futuros perpétuos para empresas pré-IPO, citando a SpaceX como exemplo de demanda por visibilidade antecipada.
Questionado sobre a regulação, o CEO defendeu que os Estados Unidos permitam o desenvolvimento desses mercados internamente. Ele argumentou que cerca de 80% das negociações de criptomoedas ocorrem em derivativos fora do país, e que a manutenção da liderança financeira americana depende de evitar barreiras regulatórias.

