O coletivo Modamazon, sediado no Amapá, transforma recursos da biodiversidade amazônica em moda autoral, levando produções regionais ao cenário nacional. O projeto, ativo desde 2018, utiliza sementes e caroços de açaí em peças que reforçam a identidade nortista e promovem a economia criativa.
As criações do coletivo unem traços regionais a vestuário, colares, bolsas e sapatos. O estilista Driko Peixoto, criador do Modamazon, define a moda como um ato de representatividade. Ele explica que a produção é quase 100% artesanal, pois o estado não possui indústria, e que o trabalho manual confere exclusividade a cada peça.
Apesar da exclusividade, os produtos enfrentam desafios de custo. Driko Peixoto afirmou que o preço final é 50% mais caro que o de regiões como Sul e Sudeste, devido à dificuldade em obter matérias-primas complementares. O Sebrae apoia a estruturação dos profissionais, que somam cerca de 3.400 no estado.
A 10ª edição do Modamazon, realizada em 2026, consolidou o evento como um movimento de resistência. O coletivo recebeu mais de 400 inscrições de modelos, garantindo diversidade na passarela, com a participação de pessoas negras, PCDs e idosos de até 75 anos.

