A Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro flagrou o despejo irregular de chorume no Aterro do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, no dia 3 de junho. Os responsáveis pelo ato foram detidos e conduzidos à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. A ação faz parte de uma apuração sobre descartes ilegais que afetam o Rio Sarapuí e a Baía de Guanabara.
A fiscalização técnica, realizada em uma semana que celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, teve como objetivo avaliar o nível de contaminação do Rio Sarapuí e da Baía de Guanabara. A operação conjunta envolveu representantes da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, do Instituto Estadual do Ambiente, da Fiocruz e do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara. Foram coletadas amostras em locais críticos para análise laboratorial.
A diligência decorreu de uma audiência pública e foi acompanhada da Indicação Legislativa 660/26, proposta pelo deputado Renato Machado. A proposta exige que aterros sanitários instalem sistemas próprios de tratamento de efluentes, proíbe a diluição do chorume em estações de esgoto comuns e determina o monitoramento em tempo real do resíduo.
O deputado Renato Machado afirmou que o descarte incorreto do poluente afeta diretamente a saúde dos pescadores e das famílias que dependem das águas. O deputado Marcelo Dino reforçou que a Assembleia Legislativa busca resultados concretos. Paralelamente, o movimento Baía Viva formalizou denúncias sobre o adoecimento de pescadores artesanais e a degradação dos manguezais na Baía de Guanabara.


