O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, durou pouco mais de 15 semanas antes de um acordo de paz preliminar ser alcançado. Os custos da guerra, estimados em US$ 132 bilhões para os EUA, geraram um rastro de mortes e crise econômica que ultrapassou a região do Oriente Médio.
Segundo dados de agências governamentais, o conflito resultou em cerca de 3.500 mortes no Irã, conforme um órgão estatal iraniano, e 26 mortes em Israel. As Forças Armadas dos EUA confirmaram 13 baixas entre seus membros. Além disso, ataques perpetrados pelo Irã causaram mortes em outras áreas, como no Líbano, onde cerca de 3.700 pessoas morreram, segundo o Ministério da Saúde libanês.
O impacto financeiro se estende ao consumidor americano. A Moody’s Analytics aponta o custo de pelo menos US$ 132 bilhões para os contribuintes dos EUA, englobando gastos militares e aumento de commodities. Um economista-chefe da Moody’s Analytics, Mark Zandi, explicou que esse valor inclui taxas de juros e aumento de preços de energia. Um alto funcionário do Pentágono informou ao Congresso que o custo militar havia subido para cerca de US$ 29 bilhões, sem contar reparos de bases danificadas.
A crise econômica também afeta o abastecimento global. Interrupções no comércio, como o fechamento do Estreito de Ormuz, elevaram preços de insumos como o enxofre. Um relatório do Conselho de Relações Exteriores, citado por um economista-chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), afirmou que tais interrupções ameaçam “preços mais altos dos alimentos, maior inflação alimentar, redução do crescimento econômico e aumento da fome em todo o mundo”.

