Pesquisas recentes indicam que fatores físicos do ambiente de trabalho, como temperatura e qualidade do ar, influenciam diretamente a produtividade e a disposição dos funcionários. Um levantamento da GPS Air aponta que 61% dos trabalhadores preferem um ambiente fresco a comodidades em escritórios com condições térmicas inadequadas.
O conforto térmico e a ventilação deixaram de ser questões operacionais para se tornarem elementos centrais na avaliação do local de trabalho. Segundo o estudo da GPS Air, 57% dos profissionais citam temperatura e fluxo de ar como os fatores que mais afetam sua produtividade. Além disso, 83% dos trabalhadores afirmam que iniciativas visíveis de melhoria de conforto e segurança geram maior sentimento de respeito.
Os dados brasileiros reforçam a relevância do tema. Um monitoramento conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificou 945 casos de desconforto térmico em edifícios corporativos. Desses, 51,6% estavam ligados ao calor excessivo. A Norma Regulamentadora NR-17 determina que as empresas adotem medidas para garantir o conforto térmico adequado.
Para especialistas, a infraestrutura se tornou parte da proposta de valor da empresa. Mateus Orsini, CEO da Vulp Air, disse que o ambiente interfere na experiência presencial e na percepção de cuidado. O levantamento da GPS Air também mostra que 66% dos trabalhadores acreditam que melhorias em ventilação e controle de temperatura aumentariam sua confiança na administração do ambiente.


