O consórcio cresce entre jovens brasileiros, impulsionado por mudanças no comportamento de consumo e pela diversificação de seus usos. Uma pesquisa da Kantar Brasil para a ABAC indicou que 58% dos entrevistados conhecem a operação, sinalizando interesse crescente da Geração Z por esse planejamento financeiro.
A atração da modalidade não se deve apenas ao custo do financiamento, mas também aos hábitos de consumidores que cresceram com bancos digitais e mobilidade compartilhada. Segundo diretores da Rodobens, o consórcio passou a acompanhar objetivos de vida mais amplos. O produto não se restringe mais à aquisição de veículos ou imóveis; ele integra estratégias financeiras que incluem viagens, cursos de especialização e reformas.
A participação de jovens no mercado também aumentou. Consumidores entre 18 e 30 anos representam 15,8% das novas cotas comercializadas na Rodobens, quase o dobro da participação anterior. Além disso, o consórcio auxilia na construção de crédito. Segundo um diretor da Rodobens, o pagamento das parcelas permite que o jovem construa histórico financeiro, o que é um desafio comum para quem ainda não possui score ou relacionamento com instituições.
A digitalização também transformou a experiência. A contratação e o acompanhamento de assembleias ocorrem hoje por aplicativos, alinhando o produto a um consumidor acostumado à autonomia. Essa facilidade aproximou o consórcio de um público que valoriza a rapidez nas decisões financeiras.

