Estudo da Universidade Northwestern concluiu que a exposição ao conteúdo fitness nas redes sociais, conhecido como “fitspiration”, piora a autoestima e a imagem corporal. A pesquisa, que analisou 26 estudos com 6.111 participantes, mostrou que o material idealizado estimula comparações sociais e pode levar a padrões de vida prejudiciais.
O “fitspiration” combina imagens de corpos magros ou musculosos com mensagens motivacionais sobre saúde e autocuidado. Contudo, a forma como essas mensagens são comunicadas intensifica inseguranças. A meta-análise identificou que a exposição repetida a padrões físicos irreais leva os usuários a se compararem negativamente com esses ideais, gerando sentimentos de inadequação e baixa autoestima.
Os pesquisadores observaram que o conteúdo pode incentivar dietas rígidas, monitoramento obsessivo de alimentos e treinos intensos. Esses comportamentos, embora apresentados como saudáveis, podem favorecer padrões desordenados de alimentação e exercício. A pesquisa também relaciona o consumo frequente desse material ao aumento de ansiedade e sentimentos depressivos.
Um especialista da Associação Paulista da Psicologia do Esporte comentou que o cérebro humano compara valor pessoal e sucesso, e não apenas a forma física. Ele alertou que o ambiente digital pode amplificar predisposições, transformando o exercício em comportamento compulsivo, movido por medo e não por bem-estar.

