José Prata Araújo, coordenador da pré-campanha de Marília Campos, afirmou nesta segunda-feira (29) que a estratégia do PT em Minas Gerais de lançar candidatura própria ao governo é uma ‘temeridade’ e ‘no limite, será um desastre político’. Ele defendeu a formação de uma frente ampla, argumentando que o partido deve apoiar um candidato de centro.
Prata Araújo declarou que a experiência do PT no governo de Minas Gerais, entre 2015 e 2019, não foi bem-sucedida. Por isso, ele sugeriu que o partido não deve ter protagonismo na disputa pelo Palácio Tiradentes. Segundo o economista, Marília Campos tem chance real de ser eleita senadora, e uma eventual disputa dela pelo governo reunificaria a direita mineira, beneficiando o governador Mateus Simões (PSD) em sua tentativa de reeleição.
O coordenador da pré-campanha alertou que a narrativa da direita seria clara: ‘esqueçam a Marília prefeita de Contagem, o que está em jogo é o retorno do PT ao governo de Minas Gerais’. Ele também mencionou a aprovação do ex-governador Romeu Zema (Novo), que deixou o governo com 60% de aprovação, e afirmou que a candidatura de Marília ao governo representaria a volta da polarização no estado.
Prata Araújo avaliou que a confusão política afetaria o desempenho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reeleição. Ele disse que o PT perderia o governo do Estado e a disputa pelo Senado, pois quem substituísse Marília seria visto como um impostor. O economista propôs que o PT adote uma estratégia focada na despolarização e na construção de uma frente ampla.

