A Copa Airlines decidiu não realizar hedge de combustível, mesmo diante do choque de preços ligado à guerra no Irã. O presidente-executivo da companhia aérea panamenha, Pedro Heilbron, afirmou que a empresa assumirá o custo, contando com um forte balanço patrimonial e ajustes de tarifas para absorver o impacto.
Heilbron declarou que a companhia não utiliza hedges de combustível há mais de uma década e não pretende alterar essa prática. Em entrevista concedida no Rio de Janeiro, ele explicou que o impacto é parcial, pois os rendimentos foram ajustados, mas não estão sendo cobertos integralmente.
Apesar da volatilidade, o executivo disse que a liquidez e o balanço conservador da Copa oferecem flexibilidade para enfrentar os desafios. A demanda na América Latina se manteve saudável, apoiada por moedas mais fortes em mercados como o Brasil.
Em relação à frota, a companhia concordou em adquirir até 60 jatos 737 MAX. Heilbron informou que esse pedido, com prazo entre 2030 e 2034, visa atender à grande demanda por novas aeronaves da Boeing e da Airbus, garantindo expansão e renovação da frota.

