A Copa do Mundo de 2026, que passará a ser disputada por 48 seleções, pode apresentar um nível técnico inferior ao histórico do torneio. A mudança, anunciada pela Fifa em 2017, visa globalizar o futebol e aumentar receitas, mas levanta questionamentos sobre a qualidade dos jogos.
A expansão do torneio, que rompe com o formato de 32 equipes usado desde 1998, deve trazer mais países ao Mundial. Quatro seleções farão estreia na América do Norte: Cabo Verde, Jordânia, Uzbequistão e Curaçao. A entidade, liderada por Gianni Infantino, afirmou que o objetivo era dar oportunidade a nações com menor tradição no esporte.
Contudo, a análise baseada no ranking masculino da Fifa, elaborado desde 1993, aponta para uma provável redução no nível técnico. As seleções de pior colocação na Copa de 2026 são a Nova Zelândia, na 85ª posição, e o Haiti, na 83ª. O pior confronto da primeira fase deve ocorrer entre Cabo Verde, 67ª do ranking, e a Arábia Saudita, 61ª do mundo, somando 128º.
Em comparação, a Copa de 1994, com 24 seleções, registrou o melhor ranking médio, em torno de 17º. Naquela edição, a Bolívia era a seleção de pior ranking, ocupando o posto de 43ª do mundo. Entre 1998 e 2022, o ranking médio oscilou entre 21,7º e 26º, com a Coreia do Norte sendo a pior seleção classificada em 2010, na 105ª posição mundial.


