O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual em meados de junho. A decisão unânime levou a taxa para 14,25% ao ano, mas a meta de inflação de 3% gera questionamentos sobre a sustentabilidade econômica nacional.
A redução da taxa de juros é a ferramenta que o BC utiliza para perseguir a meta de inflação, estabelecida em 3% ao ano. Essa meta é definida por um conselho composto pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e pelo próprio BC. Segundo dados do BC, o Brasil registra o maior juro real do mundo, resultado da diferença entre a taxa básica e a inflação, que atingiu 4,72% no acumulado dos últimos doze meses.
O debate sobre a política monetária envolve economistas que questionam a viabilidade da meta atual. Um dos pontos levantados é a forma como o Banco Central acompanha os riscos inflacionários, admitindo que a inflação pode ficar acima da meta, mas defendendo que ‘melhores práticas’ recomendam não reagir a choques de oferta.
Além disso, o mercado elevou sua previsão de inflação para 2026 e projetou apenas mais um corte de juros, para 14%, em agosto. O BC também apontou em ata que o balanço de riscos para a inflação está assimétrico para o lado altista.

