O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a taxa básica de juros, Selic, em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, na quarta-feira, 17. A medida gera atratividade para investimentos pós-fixados e melhora o cenário para a renda variável, segundo especialistas.
Na renda fixa, o pós-fixado se mantém como opção de menor risco, apesar da volatilidade do mercado. Marcelo Freller, estrategista de investimentos do C6 Bank, explicou que, em um cenário geopolítico de risco, o pré-fixado perde atratividade. Ele também comentou que o Tesouro IPCA+ não parece ser tão atraente no momento.
Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, observou que o corte já era esperado pelo mercado, gerando impacto marginal nos títulos pós-fixados. Ele apontou que o Boletim Focus indicou expectativa de Selic em 13,75% para o ano, sugerindo espaço limitado para novos cortes.
Para a renda variável, o corte é visto como positivo. Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, afirmou que todo corte de juros beneficia os ativos de Bolsa. Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, complementou que o desconto menor nos cálculos de *valuation* eleva o valor presente das ações.

