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Economia

Corte da Selic Não Gera Estímulo Imediato, Afirma Especialista

Carla Fernandes
Última atualização: 22 de junho de 2026 04:06
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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A redução da taxa Selic para 14,25% ao ano não deve ser interpretada como estímulo à atividade econômica, afirma Gustavo Pessoa, professor de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV). Ele avalia que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) sinaliza cautela, e o tom do Banco Central reflete incertezas políticas e econômicas globais.

Pessoa explicou que a diminuição de 0,25% na taxa básica não altera significativamente as condições financeiras do Brasil. Segundo o docente, 14,25% ainda configura uma taxa muito contracionista. Ele comentou que o Banco Central aplica uma política de Estado, e sua autonomia é crucial para garantir decisões técnicas, sem depender do governo ou do mercado.

Sobre a inflação, o economista detalhou que a adoção da meta contínua exige seis meses consecutivos de desvio para que o descumprimento do objetivo seja considerado. Essa mudança visa corrigir reações precipitadas do mercado. Pessoa também apontou que a taxa de juros elevada persiste por conta de uma conjuntura mundial, citando desafios semelhantes em economias desenvolvidas como Estados Unidos e Europa.

TAGGED:CopomEconomia BrasileiraFGVJurosPolítica monetáriaSelic
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