O maior torneio de seleções do planeta serve como vitrine para estilos e tradições, e os cortes de cabelo dos jogadores também fazem parte dessa história. Desde o comb-over de Bobby Charlton em 1970 até os visuais mais recentes, os penteados se tornaram marcantes no futebol.
Diversos penteados se tornaram símbolos das Copas do Mundo, nascendo da moda, da personalidade ou da superstição. Bobby Charlton, da Inglaterra, ficou conhecido pelo comb-over em 1970, um estilo usado para disfarçar a calvície. Anos depois, o próprio ex-jogador admitiu que a escolha estética talvez não tenha sido a melhor.
Outros visuais definiram eras. Carlos Valderrama, maestro da Colômbia em 1990, chamou atenção pelos cachos loiros que se tornaram sua assinatura. Roberto Baggio exibiu o “Rabo de Cavalo Divino” em 1994, uma combinação de mullet e trança que se popularizou. Em 1998, o zagueiro nigeriano Taribo West usou tranças verdes, adaptando o visual às cores da seleção.
A ousadia também marcou os torneios. Ronaldo Fenômeno raspou a cabeça em 2002, estratégia que, segundo ele, visava desviar a atenção da imprensa sobre uma lesão. Em 2006, o defensor equatoriano José Luis Perlaza apresentou um visual extravagante, com fios longos na frente e cabeça raspada. Mais recentemente, Neymar utilizou um topete descolorido em 2018, um penteado que gerou grande debate.

