Frigoríficos brasileiros buscam novos destinos de exportação de carne bovina após a proximidade do esgotamento da cota de importação da China. Os Estados Unidos surgem como alternativa principal para absorver o excedente, segundo a Genial Investimentos, que aponta o rearranjo comercial como uma tendência.
A expectativa é que o limite de importação de carne bovina da China, estimado em cerca de 1,1 milhão de toneladas, seja atingido até o fim de julho. Diante disso, o mercado busca ativamente destinos alternativos para manter o volume de embarques. O analista da Genial Investimentos, Luca Vello, afirmou que o mercado americano se torna atraente porque os EUA enfrentam o menor rebanho bovino dos últimos 75 anos.
Vello explicou que, com o custo elevado da matéria-prima nos EUA, faz sentido importar carne brasileira para suprir o consumo interno. Esse movimento abre espaço para que parte da produção americana seja destinada a outros compradores. Dados da Comex Stat mostram que os EUA já aumentaram as compras brasileiras no ano; entre janeiro e maio, o país respondeu por 13,4% da receita de exportação, somando US$ 1,2 bilhão, um crescimento de 36% em relação ao mesmo período de 2025.
Além do mercado americano, empresas com operações na América do Sul podem usar plantas no exterior para redirecionar volumes. A Genial Investimentos citou o caso de uma grande empresa que possui unidades na Argentina, Uruguai, Colômbia e Paraguai, permitindo realocar parte do volume que sairia do Brasil por outras origens.

