O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, atingindo a 65ª colocação. Um especialista afirmou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) não é sustentado por ganhos de produtividade, mas sim por commodities e estímulos pontuais.
A perda de produtividade acompanha o pior resultado dos últimos anos. Segundo a FGV, no primeiro trimestre, a produtividade medida pelas horas efetivamente trabalhadas recuou 0,5% na comparação anual. O colunista Gilvan Bueno explicou que a expansão econômica brasileira depende, em grande parte, de fatores externos e de intervenções governamentais.
Bueno declarou que “O Brasil tem um PIB que cresce, mas não por uma força produtiva”. Ele atribuiu a baixa competitividade a problemas estruturais, como educação, tributação e acesso ao crédito. A estrutura econômica atual concentra 70% do PIB no setor de serviços, com apenas 5% na indústria.
O especialista sugeriu que o país precisa melhorar a qualidade dos investimentos em educação e reduzir barreiras ao empreendedorismo. Ele também apontou oportunidades em áreas como a geração de energia renovável, mas alertou que o desafio é transformar essas vantagens em um projeto de longo prazo que impulsione a produtividade.

