A crise gerada pela guerra no Oriente Médio elevou os custos do combustível de aviação, mas o diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), Willie Walsh, disse que a situação atual não se compara ao colapso sofrido pelo setor durante a pandemia.
Walsh, durante o encontro mundial do setor no Rio de Janeiro, explicou que o cenário operacional presente difere da paralisia global registrada na Covid-19. O executivo afirmou que, na pandemia, 95% da frota aérea mundial ficou parada, o que não ocorreu no momento atual.
Embora o conflito gere insegurança logística e pressione o fornecimento na região, a IATA avalia que os impactos mais severos são localizados. Companhias que operam no Golfo Pérsico devem sentir efeitos mais diretos, principalmente devido ao aumento do preço do combustível e questões de segurança.
Para o diretor-geral, fora das áreas de maior tensão, o principal efeito deve ser o repasse de custos operacionais, sem gerar efeitos estruturais semelhantes aos observados durante a crise sanitária. Ele concluiu que o aumento do custo do combustível de aviação será o impacto principal para as companhias.

