Mulheres no Acre enfrentam maior taxa de desemprego, 7,9%, comparada aos 5,7% dos homens, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. A sobrecarga de cuidados com casa e família, que consome quase o dobro do tempo feminino, limita oportunidades profissionais e de renda.
A divisão desigual de responsabilidades familiares afeta a busca por qualificação e o avanço profissional feminino. Professores avaliam que a determinação social do cuidado para as mulheres restringe o tempo disponível para aperfeiçoamento, o que pode reduzir a competitividade em vagas de trabalho.
Apesar dos desafios, o Acre registra um dos menores índices de diferença salarial do país, com índice de equivalência de 91,9%, conforme levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Contudo, a remuneração média feminina é de R$ 2.356,89, enquanto a masculina atinge R$ 2.565,24.
Para mitigar os entraves, a Secretaria de Estado da Mulher do Acre (Semulher) realiza cursos de qualificação para mulheres em vulnerabilidade social. A chefe do Departamento de Autonomia Econômica e Políticas de Cuidado da pasta, Vanessa Rosella, afirmou que a falta de qualificação e de rede de apoio dificultam o acesso feminino ao mercado de trabalho.

