Dirigentes da cúpula do PSB descartaram o apoio a um nome petista para a Presidência em 2030. A decisão ocorre após o partido manifestar insatisfação com o que chama de ‘fogo amigo’ do Partido dos Trabalhadores (PT). O PSB avalia que o cenário sem Lula permite que a legenda lance quadros próprios nacionalmente.
O partido considera o apoio ao presidente Lula necessário para enfrentar a extrema-direita. Contudo, a avaliação interna aponta que o tratamento dado pelo PT a quadros aliados tem gerado atritos. Um exemplo citado é o ex-ministro do Empreendedorismo, que, após negociar apoio a um candidato petista em 2022, enfrenta divergências sobre sua candidatura ao Senado.
Os socialistas também manifestaram irritação com articulações envolvendo o vice-presidente Geraldo Alckmin. A cúpula do PSB classificou o movimento de um partido aliado como ‘desrespeitoso’ com Alckmin, que sempre demonstrou lealdade ao PT. O partido prevê um crescimento de seus atuais 17 para cerca de 30 deputados federais, o que pode alçá-lo à oitava ou nona maior bancada da Câmara.

