O Bitcoin (BTC) recuou para cerca de US$ 61.700 nesta sexta-feira (5), marcando o menor patamar desde 10 de outubro de 2024. A queda foi impulsionada pelo relatório de payroll dos Estados Unidos, que mostrou criação de 172.000 vagas, superando a estimativa de consenso.
O mercado de trabalho mais aquecido do que o esperado reduz a probabilidade de o banco central americano (Fed) cortar juros em reuniões futuras. Essa perspectiva pressiona ativos de risco, como as criptomoedas. O Ethereum (ETH) sofreu queda mais acentuada, recuando mais de 8% no dia, para US$ 1.625, seu nível mais baixo desde abril de 2025.
Analistas apontam divergência entre o mercado cripto e as bolsas americanas, que renovam máximas históricas impulsionadas por inteligência artificial. Caroline Mauron, cofundadora da Orbit Markets, afirmou que “o nível de US$ 60 mil foi um forte suporte em fevereiro e a última vez que foi visto foi em 2024, antes da eleição de Trump, então uma ruptura clara vai ser prejudicial”.
Dados de blockchain reforçam a pressão vendedora. Segundo análise de Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vaul Capital, as perdas no mercado agregado saltaram para US$ 1,3 bilhão por dia. Além disso, depósitos de Bitcoin na Binance dobraram na semana, indicando intenção de venda por grandes investidores.

