Campanhas na Câmara Federal buscam aprovar a regulamentação da educação domiciliar no Brasil. Um especialista da área educacional manifestou preocupação, afirmando que a proposta ignora a importância da escola para a formação social e o desenvolvimento integral dos jovens.
O profissional da educação declarou que a educação formal transcende a alfabetização e o conteúdo programático. Segundo ele, a escola funciona como palco para a sociabilidade, onde crianças e adolescentes aprendem a conviver, discutir e respeitar o contraditório, elementos cruciais para a cidadania.
O autor questionou o risco de colocar estudantes sob orientação de pessoas não habilitadas ou sem o convívio coletivo que a escola proporciona. Ele levantou preocupações sobre o atendimento a alunos com dificuldades educacionais especiais e superdotados, que dependem de profissionais especializados no ambiente escolar.
O especialista defendeu que o país necessita de investimentos maciços em educação, e não do modelo domiciliar. Ele argumentou que a Constituição brasileira e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional garantem o direito de os jovens se construírem coletivamente na escola.

