A discussão sobre o fim da escala 6×1 no Brasil exige um olhar equilibrado entre a qualidade de vida do trabalhador e a sustentabilidade econômica das empresas. Um empresário afirmou que a imposição uniforme da mudança pode gerar retrocesso em setores produtivos, especialmente nas micro e pequenas empresas.
Segundo o especialista, a redução da jornada de trabalho é um tema complexo que demanda estudos técnicos e diálogo entre empregadores, trabalhadores e poder público. Ele ressaltou que países que implementaram reduções, como o Chile, adotaram modelos graduais com prazos de adaptação e negociação.
A preocupação se intensifica em setores como o de moda, onde a cadeia produtiva é vasta e depende de operação contínua. Na Região da 44, em Goiânia, o polo confeccionista, composto por pequenos empreendedores, necessita de prazos curtos e reposição rápida. Uma alteração brusca pode elevar custos e reduzir a competitividade no mercado internacional.
O autor declarou que o Brasil deve proteger o trabalho, e não apenas o trabalhador, para evitar o fechamento de negócios e o aumento da informalidade. Ele sugeriu que pautas sensíveis como essa fossem discutidas com maior profundidade após o período eleitoral, evitando contaminação política.


