A Defensoria Pública de Mato Grosso exonerou o defensor público do cargo de primeiro subdefensor público-geral. A medida foi tomada após o gestor se tornar alvo de denúncias de assédio moral e sexual, apresentadas por duas mulheres. As investigações continuam em andamento na Polícia Civil e na Corregedoria da instituição.
O defensor estava afastado da função desde 13 de maio, por determinação da defensora pública-geral, após o surgimento da primeira denúncia. A exoneração refere-se ao cargo de gestão, e não ao de defensor público.
A primeira denúncia, registrada em abril deste ano, aponta que a denunciante sofreu importunação sexual, constrangimentos e assédio moral na Defensoria Pública, em Cuiabá, desde 2017. O caso motivou o afastamento cautelar do gestor.
Uma segunda denúncia, apresentada por uma ex-servidora à Corregedoria, reforçou as apurações. Ela relatou supostos episódios de assédio sexual, assédio institucional e abuso de posição hierárquica entre 2022 e 2024, incluindo aproximações físicas não consentidas e comentários sobre sua aparência.

