A defesa do ex-presidente afirmou que a pistola apreendida em blitz de rotina em Taguatinga estava inoperante quando recolhida. O documento, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), explica que a arma foi desativada por falha técnica.
A pistola, modelo Glock, foi encontrada na posse de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante a abordagem. Segundo os advogados do ex-presidente, a equipe de segurança removeu o percussor da arma, que ficava na residência do ex-presidente. Tecnicamente, a remoção do percussor inviabiliza o engatilhamento, deixando o gatilho solto e impossibilitando disparos, conforme a defesa explicou.
A defesa justificou a intervenção alegando que medicações psiquiátricas consumidas pelo ex-presidente afetavam sua cognição. O ex-presidente teria percebido a falha da arma e entregado a pistola a um segundo-sargento para verificação. A defesa declarou que a arma foi apreendida e posteriormente devolvida ao peticionário no âmbito da Petição n. 10.405.
Além disso, os advogados afirmaram que a pistola estava em situação regular e que a condenação do ex-presidente não exigiu a entrega de armamentos ou o cancelamento de registros.

