A defesa de um ex-banqueiro solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a conversão de sua prisão para regime domiciliar. Contudo, há expectativa de que o magistrado opte por transferi-lo para um presídio comum, após manifestação contrária da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O pedido dos advogados foi feito na semana anterior ao parecer da PGR, que se manifestou contra o regime domiciliar e também contra a delação premiada do indivíduo. Segundo o órgão, não há elementos novos que justifiquem a alteração da condição prisional.
O ex-banqueiro, que teme ser removido para uma penitenciária caso seu acordo de colaboração seja rejeitado, passou por mudanças no cárcere. Em março, ele foi enviado a um presídio federal de segurança máxima em Brasília, por ordem do ministro André Mendonça. Posteriormente, foi transferido para custódia especial na Superintendência da Polícia Federal (PF) para as negociações.
A decisão final sobre o destino prisional cabe ao relator do caso. Embora a PF tenha solicitado sua retirada da superintendência de Brasília, ela não indicou uma unidade específica. A PGR também não definiu local, deixando alternativas como o retorno ao presídio federal de segurança máxima ou transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda.

