A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a manutenção da prisão domiciliar humanitária e o descarte da alegação de falta grave por posse de arma. A solicitação foi feita neste sábado (27) em resposta à apreensão de uma pistola em 15 de junho no Distrito Federal.
Os advogados apresentaram manifestação ao STF afirmando que a pistola Glock calibre 9 mm estava registrada em nome do ex-presidente e guardada regularmente em sua residência. Segundo a defesa, o armamento foi retirado apenas para reparo, e não houve ordem judicial para sua apreensão ou comunicação sobre cassação do registro, o que tornaria a permanência da arma na casa regular.
A arma foi apreendida durante uma blitz da Lei Seca no Distrito Federal. No momento da apreensão, o armamento estava com um militar que se apresentou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da equipe de segurança do ex-presidente. A defesa admitiu a posse, mas negou qualquer irregularidade.
Os defensores também explicaram que a equipe de segurança retirou o percussor da pistola sem conhecimento do ex-presidente, devido a medicamentos psiquiátricos. Essa remoção, segundo a defesa, tornou o armamento inoperante. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos após condenação pela tentativa de golpe de Estado de 2022, e sua prisão domiciliar foi autorizada em março por Moraes para tratamento de broncopneumonia.

