Dados da PNAD da Educação revelam um déficit significativo de vagas para educação de bebês e crianças de 0 a 3 anos, com maior incidência nas Regiões Norte e Nordeste. A falta de creche ou vaga foi o segundo motivo mais citado para a ausência de matrícula, segundo o levantamento.
Apesar do déficit, a maioria das crianças de 0 a 3 anos não está matriculada por opção dos pais ou responsáveis. Esse fator é o mais citado em todas as regiões do país, atingindo 64,1% dos bebês de 0 a 1 ano e 57,1% dos menores de 2 a 3 anos. O Centro-Oeste registrou o maior índice para bebês (73,6%), enquanto o Nordeste teve o menor (58,5%).
Em relação à educação básica, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos no Brasil alcança 99,5%, mantendo-se estável desde 2016, com um contingente estimado de 26 milhões de estudantes. Já na faixa etária de 18 a 24 anos, a taxa é de 31,5%, e 24,5% dos jovens cursam ensino superior.
O IBGE afirma que o Brasil não atingiu a meta de 33% de jovens matriculados em curso superior até 2024. O órgão diz que o desafio nacional envolve reduzir desigualdades de acesso e conclusão do ensino superior, além de enfrentar o atraso escolar e garantir a permanência dos jovens.

